31/03/2021 às 15h34min - Atualizada em 31/03/2021 às 15h34min

Paraty: Uma viagem no tempo para encontrar Gabriela!

Viajar é muito mais que apenas conhecer um lugar novo, viajar é se deixar levar pela experiência, que vai te mostrar outras perspectivas, outras formas de pensar e viver a vida.

Aninha Lautert - Papo Sabor
Claro que, a maioria das vezes que buscamos uma viagem de lazer, temos em mente que queremos relaxar, aproveitar, conhecer um lugar novo, e toda viagem, apresenta uma oportunidade única, pois a experiência, mesmo que o lugar seja o mesmo, jamais será igual.

Quando fui a Paraty – RJ, buscava exatamente isso, um lugar para relaxar, aproveitar, conhecer pessoas e um lugar novo, porém mal sabia eu que Paraty seria isso e muito mais como experiência de vida. Paraty é um centro histórico, fundada em 1667, foi muito popular como ponto de escoamento do ouro extraído das Minas Gerais em direção a Portugal e também por seus engenhos de cana de açúcar, conservando ainda hoje sua tradição em cachaças e aguardentes. Obviamente, como você pode imaginar, Paraty, com seus Barões do açúcar e navios de carga está intimamente ligada a escravidão e o comércio de escravos.


Caminhar pelo centro histórico de Paraty é uma viagem ao tempo, aliás este, pode ter certeza, passa mais devagar por lá. As ruas conservadas em pedras “pé-de-moleque” te levam a observar os casarões dos Barões hoje transformados em lojas de artesanato, restaurantes, museus, biblioteca pública, cinema e teatro. O city tour clássico de Paraty é um “walking tour” gratuito guiado pelas ruas do centro histórico onde são apontadas histórias curiosas sobre a simbologia utilizadas na arquitetura, costumes, crenças e o modo de vida da época de sua fundação. Para mim, porém, o mais interessante sempre ocorria à noite, nas demonstrações de maracatu que através do batuque mobilizam a cidade rumo a igreja de Santa Rita de Cassia. Imagina a batucada, em procissão, em um lugar histórico, rumo ao antigo mercado de escravos, sob a lua cheia de Agosto, no meio do festival da cachaça. É pura energia histórica! 

Paraty, até a pandemia, era anfitriã de nada menos do que 360 eventos anualmente, incluindo eventos de grande porte internacional como a FLIP – Feira Literária Internacional de Paraty, o Festival da Cachaça, o Bourbon Festival dedicado ao jazz, blues, soul e R&B, sem mencionar as festas religiosas.
Enquanto eu estava em Paraty, trocando trabalho por hospedagem, fiquei em um hostel histórico, o Aracy Hostel, que costumava ser um cortiço e hoje restaurado para receber voluntários, viajantes e mochileiros pelo Paulo, músico internacional, radicado na França e com muitas histórias para contar, além de sua incrível hospitalidade que nos levou (os voluntários) ao Festival da Cachaça e ao Festival Internacional de Cinema de Paraty com mostras gratuitas de filmes.

E falando em Cachaça, ainda hoje Paraty possui alambiques abertos à visitação que continuam na produção de cachaça artesanal nacional, como é o caso do Alambique do Engenho D´ouro, o qual visitei logo após um banho na cachoeira do Tarzan e cachoeira do tobogã. A produção de cachaça em Paraty é de importância histórica, e tamanha, que a palavra Paraty passou a ser usada como sinônimo de cachaça, como registra uma música cantada por Carmem Miranda.


Foto divulgação

Arrisco a dizer que a Gabriela, cachaça de cravo e canela, inspirada no clássico de Jorge Amado, é a mais popular em Paraty, porém, no Festival da Cachaça pude experimentar cachaças de todos os tipos, a branquinha, de coco, e até de chocolate!

Além das atrações culturais, Paraty é única em suas belezas naturais e roteiros de ecoturismo. A região é famosa por suas trilhas, praias, cachoeiras, passeios de barco e mergulho além de distar apenas 90km de Angra dos Reis. São mais de 20 cachoeiras para se deliciar, com diversos níveis de dificuldade e altura. Aliás, a cachoeira hollywoodiana do filme o Crepúsculo fica em Paraty, mais conhecida como Cachoeira da Usina. Outra dica de cachoeira sem igual é a do Saco Bravo, que forma uma piscina natural com queda d´agua de frente para o mar, para aqueles que tem fôlego e disposição pois são 8,4km saindo de ponta negra com subidas e descidas íngremes e trechos difíceis.    

Paraty foi uma viagem inesquecível com direito a passeio de barco, banhos de cachoeira, praias e trilhas em Trindade, apresentações de maracatu e samba, muito forró, filmes em francês no festival de cinema, visitas a exposições de artes e para finalizar as visitas aos Alambiques de cachaça artesanal de onde vim com uma receitinha de um drink super popular por lá e ícone de Paraty: o Jorge Amado!


 Foto:divulgação

Jorge Amado
  • 1 Limão
  • 1 Maracujá
  • 2 doses de cachaça Gabriela
Em uma coqueteleira adicione o limão cortado em cubos e o maracujá. Esmague com um esmagador e adicione a cachaça. Adicione gelo na coqueteleira, bata e sirva.

E você?! Já conhece Paraty? Tem alguma outra dica sobre o lugar pra compartilhar com a gente?
Quero ouvir suas histórias também! Se gostou da dica dá um like aí!

Até a próxima -  Aninha Lautert



 
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Aninha Lautert

Aninha Lautert

Apaixonada pelo fantástico mundo das viagens, eventos e gastronomia.

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