27/04/2022 às 09h39min - Atualizada em 27/04/2022 às 09h39min

Heineken registra lucro no 1º trimestre quase 2,5 vezes maior

De acordo com a empresa, a recuperação se deu com a Europa, sustentada pelo crescimento das receitas nos três primeiros meses de 2021

- Papo Sabor
Felipe Laurence, Valor — São Paulo
Heineken — Foto: Stella de Smit/Unsplash


A Heineken divulgou nesta quarta-feira que registrou lucro líquido de 417 milhões de euros no primeiro trimestre, valor quase 2,5 vezes maior que no mesmo período do ano passado. De acordo com a empresa, a recuperação se deu com a Europa, sustentada pelo crescimento das receitas nos três primeiros meses de 2021.

A receita líquida somou 5,75 bilhões de euros no primeiro trimestre, alta de 33,5% na comparação anual. A companhia vendeu 56,4 milhões de hectolitros de cerveja entre janeiro e março, crescimento orgânico de 5,2% ante o mesmo período de 2021 e de 2,8% sobre 2019.

“Tivemos um começo de ano robusto, em linha em com nossas expectativas, se beneficiando especialmente de um mix robusto com a recuperação de vendas em bares e restaurantes na Europa e assertividade nos preços em todas as regiões”, diz Dolf van den Brink, diretor-presidente da Heineken, em nota.

Nas Américas, a receita líquida subiu 10,7% em um ano, com volume consolidado caindo 1,9%, enquanto a receita líquida por hectolitro avançou 13,2%, sustentada pela alta nos preços no Brasil e no México. O volume de cervejas teve crescimento orgânico de 1,3% no continente.

Aqui no país, a companhia destaca que o volume de cervejas avançou em um dígito, acima do mercado, com o portfólio premium, composto pelas marcas Heineken, Amstel e Tiger, crescendo dois dígitos. Marcas populares tiveram queda de dois dígitos em volumes.

Para o restante do ano, a Heineken projeta aumento das pressões inflacionárias, puxadas pelo impacto do conflito na Ucrânia na economia global, o que deve afetar a renda das famílias e os gastos com consumo. A companhia também vê aumento de custos, com alta nos insumos, desafios logísticos e a saída da Rússia.

Há pouco, a Heineken tinha alta de 4,41% na Bolsa de Amsterdã.

Conteúdo originalmente publicado pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico

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