18/08/2021 às 17h27min - Atualizada em 18/08/2021 às 17h27min

Moldadas por milênios de histórias, uvas da região de Rioja são as mais valorizadas da Espanha.

Em 2020, a partir das vinhas da Rioja foram comercializados quase 235 milhões de litros de vinho, sendo 44% desse volume no mercado internacional. Parte dessa produção é de onde nascem representantes dos melhores vinhos do mundo e, alguns, chegam ao Brasil com exclusividade da Zahil.

- Papo Sabor
Antonio Montano
Finca Martelo Reserva


O solo e o clima são as principais características de uma região que refletem na qualidade e na personalidade de um vinho. No entanto, outros fatores, como a própria história do local, também têm seu papel moldando vinhas por milênios até atingirem seu potencial máximo, como é o caso da Rioja, na Espanha. Uma área demarcada onde são produzidos alguns dos melhores rótulos do mundo.

“Clima, solo e uvas são determinantes no estilo do vinho, mas a História é igualmente importante. A Rioja tem uma memória de altos e baixos, com direito ao Império Romano, monges da Idade Média, pestes e Era de Ouro”, recorda Bianca Veratti, especialista DipWSET e Diretora de Comunicação da Zahil.

Bianca exemplifica destacando, por exemplo, a importância do desenvolvimento do porto de Bilbao para a região, no século XVII. “Como resultado da facilidade na exploração de recursos naturais nas Américas, os barris de envelhecimento dos vinhos passaram a ser produzidos com carvalho americano. Surgiu, assim, uma das maiores particularidades dos vinhos da Rioja, que são reconhecíveis por seus sabores de coco e baunilha, derivados desta madeira”.

 

Parte da produção da Rioja vem de pequenos viticultores

Uma das características da produção na Rioja é que as vinhas pertencem a pequenos viticultores, que não possuem uma estrutura para produzir seus próprios vinhos. Por isso, vendem suas colheitas para cooperativas ou bodegas.

Em 2020, foram comercializados quase 235 milhões de litros de vinho produzidos na Rioja. 44% desse volume, ou seja, 104 milhões de litros foram destinados ao mercado internacional. Os dados mostram o crescimento da demanda por apreciadores de todo mundo, já que, em 2019, apenas 37% foram destinados à exportação.

Na região da Rioja, com mais de 66 mil hectares, quase 80% das vinhas são dedicadas à produção das uvas Tempranillo. E, se considerarmos apenas o cultivo das uvas tintas, essa predominância sobe para quase 88%. Contudo, a região produz mais de uma dezena de outras variedades.

Torre de Oña

La Rioja Alta, S.A.
 

La Rioja Alta é um dos produtores mais aclamados da região

No final do século XIX surgiram alguns dos principais produtores da região, que se tornaram ícones ao redor do mundo. Um exemplo são as cinco 5 famílias riojanas e bascas que fundaram a "Sociedad Vinícola de La Rioja Alta" no distrito de Haro, em 1890, criando as bases para o que hoje é a bodega La Rioja Alta S.A (LRA).

O grupo LRA investiu em 1995 na compra da Torre de Oña com o objetivo de incluir em seu catálogo a elegância e a singularidade da Rioja Alavesa, situada ao norte do Rio Ebro. Um desses resultados é o Finca San Martin, feito com uvas do vinhedo de mesmo nome cujo estilo é fresco e delicado, tendo uma das melhores relações qualidade/preço da Rioja. Outro é o Finca Martelo Reserva, um rótulo que não é produzido todos os anos e é resultado da seleção pessoal de Julio Saenz – Diretor de Enologia da LRA e um verdadeiro mestre da região.

O terceiro produtor que a Zahil importa com exclusividade é o recém-chegado Viña Salceda, adquirido pelo Grupo Perelada em 2017. Todo o trabalho nos vinhedos é manual e sem o uso de herbicidas, com o foco na sustentabilidade; e a adega foi plenamente renovada, com equipamentos de ponta para produzir vinhos atraentes, equilibrados, frescos e com deliciosa persistência.

 

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