05/09/2021 às 10h20min - Atualizada em 05/09/2021 às 10h20min

Receitas de origem internacional inspiram novos queijos finos desenvolvidos pelo Biopark.

Projeto do Biopark tem trabalhado em nove tipos de queijos que terão sua tecnologia transferida para produtores regionais

- Papo Sabor
Race Comunicação
Foto:divulgação


Até pouco tempo atrás, produzir um queijo fino na Região Oeste do Paraná era algo difícil de se imaginar. Mas, aos poucos, por meio do projeto de Inovação em Queijos Finos do Biopark, a produção de queijos especiais na região tornou-se uma realidade que tem despertando cada vez mais o interesse de consumidores e produtores de leite, que vislumbram na iniciativa a possibilidade de agregar mais renda à sua produção. Hoje, cinco tipos de queijos finos são produzidos e comercializados após transferência de tecnologia desenvolvida no laboratório do Parque para produtores dos municípios de Toledo, Cascavel e Diamante D’Oeste. 

Iniciado em 2019, o projeto garante suporte e apoio em todas as etapas de produção de um queijo fino, desde o campo até chegar à mesa do consumidor. Uma dessas etapas é a pesquisa para o desenvolvimento das receitas que são adaptadas levando em consideração clima, matéria-prima, hábitos de consumo, entres outros fatores. 

Atualmente, a equipe do laboratório trabalha em nove tipos de queijos finos inspirados em queijos internacionais, são eles: Raclette, originário da Suíça, que quando aquecido é utilizado para acompanhar itens como carnes, batatas e pães; o francês Reblochon, ingrediente principal do famoso prato francês Tartiflette; os extremamente cremosos Brie Triplo Creme e Saint-Marcellin; o fundido Creme de Brie; os italianos Asiago e Grana Padano - que tem um tempo de maturação de no mínimo seis meses; e o Cheddar Doux. 

E ainda o Tomme Negro D’Oeste (Tomme Noire), primeiro queijo de nome próprio desenvolvido inteiramente no laboratório a partir de uma adaptação de tecnologia francesa. “O Tomme Negro do Oeste traz todas as características que as pessoas aqui da Região Oeste procuram em um queijo. Ele é suave, pouco ácido e lácteo, muito gostoso de ser consumido e um dos seus diferenciais é que ele é colorido com uma resina comestível preta. Esse queijo tem uma ótima aceitação”, explica o pesquisador do projeto, Kennidy de Bortoli. Dos queijos em desenvolvimento, três já estão em processo de transferência para produtores e devem chegar mais cedo à mesa dos consumidores: o Petit Brie Triplo Creme, o Tomme Negro D’Oeste e o Cheddar Doux. 

Para dar suporte e trazer experiência para a produção, o projeto conta com o trabalho de consultores externos que detém vasta experiência em tecnologias de produção de queijos finos. Para os produtos desenvolvidos até o momento, houve o suporte técnico da phD. Maike Montanhini, especialista em produtos lácteos, e grande conhecedora de técnicas de produção de queijos. Atualmente, o projeto ganhou um novo consultor, o mestre queijeiro suíço Josef Ferdinand Lotscher, que trabalha com produção de queijos há mais de 60 anos. 

A partir de sua experiência, Josef pretende trazer mais praticidade para a produção, principalmente, adaptada à realidade dos produtores de leite, que normalmente tem um trabalho árduo com o gado leiteiro e com a produção. “O trabalho no campo é cansativo, o manejo com gado de leite exige muito dos produtores. Sou muito focado na praticidade, com menos esforço e mais rapidez, o que facilita o trabalho”, explica.    

Lotscher destaca os diferenciais do projeto, principalmente a adaptação de tecnologias à realidade local. “Primeiro, o leite daqui é só daqui, o consumidor daqui também não pode ser comparado com outros consumidores. Então, o projeto atua muito mais no sentido de desenvolver e fazer adaptações necessárias”, acrescenta.  

Um dos exemplos desse trabalho é o queijo Morbier Café, que originalmente tem uma linha de carvão vegetal em seu interior, mas ganhou uma adaptação brasileira, substituindo o carvão pelo café, tornando-se um produto original.  

Para o futuro, Josef vê boas perspectivas. “Minas é a tradição, tem muito conhecimento, mas o Paraná é o futuro, com outras tecnologias. Fiquei muito feliz em finalmente ver uma empresa privada como o Biopark, que está contribuindo para isso. No mundo inteiro podemos fazer um bom queijo. Aqui vamos fazer um dos melhores queijos, com certeza”.   

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