13/12/2021 às 15h24min - Atualizada em 13/12/2021 às 15h24min

Importadora de vinhos de Curitiba aposta em rótulos inusitados e cresce 400% em dois anos.

MMV Importadora de Vinhos apostou no aumento do portfólio, descoberta de novas vinícolas e preços competitivos para dar guinada nos negócios.

- Papo Sabor
Engenharia de Comunicação
Vinícola na Itália - Toscana, parceira da MMV no início de sua história.


É sempre difícil tomar novos rumos e reestruturar um modelo de negócio, especialmente quando as coisas não vêm bem. Some-se a isso um período de pandemia onde tudo teve um novo significado e muitas formas consagradas já não funcionam mais.

Foi no meio desse contexto que a MMV Importadora de Vinhos teve que dar essa guinada. E após três anos a empresa começa a ver solidificar os frutos dessas mudanças.

Fundada em 2005 pelos sócios Francisco Madalosso e Gustavo Martins, o foco da importadora sempre foi a aposta no B2B, abastecendo bares, restaurantes, supermercados e lojas premium com vinhos de qualidade. Em 2012 a sociedade foi desfeita, e Francisco Madalosso assumiu a frente da MMV, que por alguns anos teve em seu portfólio vinhos de 3 produtores: Cinco Sentidos, produzido na Argentina, o Felitche, marca própria da MMV produzido no Chile e o Carpazo, da Itália. No total eram 16 rótulos oferecidos.

Porém, esse modelo de negócio acabou não funcionando, e em 2018, a MMV voltou às mãos de Gustavo Martins, que decidiu dar a guinada necessária e remodelar a forma da importadora se posicionar no mercado.

“O senhor Madalosso me ofereceu a oportunidade de comprar a MMV, pois já não estava mais interessado em tocar o negócio, e como vinhos sempre foi uma paixão, resolvi assumir o desafio e trazer para a empresa uma cara maior de “business”, já que sempre tive a veia de empreendedor”, conta Gustavo Martins, proprietário da MMV.

Como medida inicial, Gustavo viu que precisava de alguém com expertise e tino para negócios. A solução veio com a entrada de Jonas Martins, sommelier, professor e com muita experiência em grandes empresas de comércio de vinho. Começava ai a visão estratégica de expansão.

O primeiro passo foi aumentar o portfólio. Os 16 rótulos acabavam muitas vezes sendo um empecilho para explorar mercados maiores. Assim, novos produtores de diferentes países foram testados e o portfólio recebeu rótulos mais atrativos ao mercado.

Além de aumentar o portfólio, foi preciso definir uma “cara” para a MMV. A aposta foi diversificar as vinícolas do portfólio, tanto com produtores de menor tamanho e produtos muito particulares, muitos deles com uma pegada orgânica e natural, como os vinhos da Bodegas Krontiras, da Argentina, e os vinhos da Inserrata, vinícola da Itália com muito requinte e particularidade, tanto quanto com vinícolas um pouco maiores, como a Casa Clara, produtora dos vinhos Kapela, de Portugal.

Hoje, a MMV pulou de 3 produtores para 10, com nove vinícolas estrangeiras e uma brasileira, e tem mais de 110 rótulos em seu portfólio. Isso permitiu que a empresa ficasse mais atrativa aos clientes e expandisse seus negócios em território nacional. Atualmente, a importadora tem entrada forte em 9 estados, com um destaque especial para a região do Nordeste.

E os resultados podem ser celebrados nesses quase 3 anos. O faturamento aumentou em 4 vezes, especialmente pela elevação do ticket médio dos produtos, que foi de 21 reais em 2019 para 43 reais em 2021. Porém, estar atento ao mercado foi fundamental para manter a MMV nos trilhos certos.

Gustavo Martins e Jonas Martins, da MMV.

Tivemos que mudar um pouco nossa estratégia por conta da pandemia, já que nosso forte era vendas para restaurantes e esse foi um nicho bastante afetado. Por outro lado, começamos a vender mais para redes de supermercados, e agora, com as coisas voltando mais ao normal, podemos buscar uma maior expansão”, diz Gustavo Martins. 

Por esta razão, os próximos passos já estão traçados. Uma das idéias é continuar expandindo o portfólio. Segundo o sommelier, vários rótulos já estão em degustação, de produtores italianos, chilenos e espanhóis. Outro objetivo é adicionar alguns rótulos franceses, que ainda não tem representantes na importadora.

“Nós temos o cuidado de sempre visitar a vinícola antes de trazer um rótulo novo ao Brasil. Não apenas pela qualidade, mas prezamos que outros fatores também sejam levados em consideração, como o desenvolvimento sustentável, e o lado social, em relação à cadeia de pessoas envolvidas na produção” reforça Gustavo Martins.

Fachada da sede da MMV em Curitiba (PR)
 

Outro passo importante é a volta dos eventos presenciais e feiras. Até o fim do ano de 2022, a MMV estará presente em vários eventos, como  Encontro de Vinhos em São Paulo, Campinas e Curitiba; a Feira Naturebas em São Paulo, voltada à vinhos naturais e biodinâmicos; e também na maior feira de vinhos da América do Sul – a Wines of South America, que acontecerá em Bento Gonçalves entre os dias 21 e 23 de setembro.

"Nós não queremos ser os maiores da cidade, do estado ou do país, mas queremos ser os melhores, especialmente nos tornando referência em vinhos naturais, autorais, ou seja, que sempre associam a MMV à qualidade” reforça Jonas Martins.

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